terça-feira, 22 de agosto de 2017

Afeganistão maduro para mais guerra à distância?

22/8/2017, MK Bhdrakumar, Indian Punchline


"... e a "Operação Proteção das Papoulas Forever" continua... forever22/8/2017, Pepe Escobar (com Scott Rickard), Facebook.












No passado a Rússia já sugeriu que os EUA patrocinam clandestinamente o Estado Islâmico no Afeganistão. Na 5ª-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia subiu o tom, e disse que "combatentes estrangeiros" que foram transferidos em "helicópteros desconhecidos" cometeram um massacre de xiitas Hazara na província Sar-e-Pol, no norte do Afeganistão. A porta-voz disse:

Não se pode confiar nos EUA Caso XXXIV: EUA traem a China no acordo das sanções

22/8/2017, Moon of Alabama










Durante o processo para novas sanções da ONU contra a Coreia do Norte, o governo Trump ameaçou aplicar sanções à China, se não se comprometesse a aumentar a pressão contra a Coreia do Norte. Medidas comerciais contra a China foram contidas enquanto prosseguiam as discussões sobre a Resolução:

Os Talibãs se renderam e os EUA não aceitaram. Agora eles estão de volta

22.08.2017, Ryan Grim - Information Clearing House



tradução de btpsilveira







Por acaso você sabia que o Talibã tentou se render pouco antes da invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos?

No Afeganistão, por séculos, quando uma força rival conquista o poder, os derrotados baixam suas armas e se integram à estrutura do poder – claro que com muito menos poder, ou nenhum. É como quando você lida com um vizinho chato ao lado do qual continuará a viver. Não se trata de um jogo de futebol, quando no final da partida cada time vai para a cidade onde está sediado. Para os (norte)americanos, é compreensivelmente difícil de entender, porque os EUA não lutam uma guerra prolongada no próprio território desde a guerra civil.

A lei corrompida, por Chris Hedges

21/8/2017, Chris Hedges, Truthdig












ISLE AU HAUT, Maine – Tomo café da manhã numa mesa de carvalho esculpida, que pertenceu a Harlan Fiske Stone, juiz da Suprema Corte dos EUA de 1925 a 1946 e Juiz Presidente durante os últimos cinco daqueles anos. Stone e sua família passavam os verões nessa ilha remota e ventosa, a dez quilômetros da costa do Maine.

Stone, Republicano e amigo próximo de Calvin Coolidge e Herbert Hoover, corporificou uma era perdida da política dos EUA. O seu conservadorismo, fundado na crença de que a lei é feita para proteger os pobres contra os ataques dos poderosos, em nada se assemelha ao daqueles autoproclamados "constitucionalistas estritos" na Federalist Society, que acumularam tremendo poder no judiciário. Uma Federalist Society, por ordens do presidente Trump, está encarregada de aprovar os 108 candidatos à suprema magistratura do país a serem indicados pelo atual governo. O juiz recentemente nomeado por Trump, Neil Gorsuch, é membro da Federalist Society, como também o são os juízes Clarence Thomas, John Roberts e Samuel Alito.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"Adultos" versus "Ideólogos"? Narrativa 'da mídia' sobre a Casa Branca pode estar toda errada

19/8/2017, Moon of Alabama (Com atualização, abaixo)











Os Democratas e a 'mídia' amam os generais do Pentágono na Casa Branca. São os "adultos":

Sen. Sheldon Whitehouse (Democrata de Rhode Island) elogiou Donald Trump por ter escolhido o novo Conselheiro de Segurança Nacional –, chamando o respeitado militar de "adulto provado e certificado".


De acordo com a narrativa dominante, os "adultos" opor-se-iam aos "ideólogos" que cercam o principal assessor de Trump, Steve Bannon. E Bannon é contagioso, segundo Jeet Heer, uma vez que está convertendo Trump num ideólogo etnonacionalista. Uma recente entrevista curta com Bannon desqualifica essa narrativa.

Quem é mentalmente são e quem é maluco, digamos, sobre a Coreia do Norte?

O "adulto" general McMaster, Conselheiro de Segurança Nacional de Trump, não está entre os sãos. Diz que não há como impedir a Coreia de fazer alguma coisa realmente insana.

Elites divorciadas da realidade: Mais um "Mas e se..?" de The Economist



"Descobri the Economist no final dos anos 80s, na época de Reagan. Era muito boa. O declínio começou em 1995 (...). Em 2002, já não era nem sombra do que fora. Parei de ler definitivamente em 03, 04 e nunca mais li The Economist. Pelo visto, piorou ainda mais".
(Abelard Lindsey, em Comentários)










As elites globalistas ocidentais até hoje não engoliram a vitória de Trump ou o Brexit. Estão padecendo, obrigadas a lidar com os próprios fracassos ideológicos, e quando a realidade atreve-se a não satisfazer os delírios daquelas elites, elas vão para a internet & e inventam um mundo paralelo, onde suas previsões 'de especialistas' sempre se confirmam e os seus fracassos não podem ser questionados. [No caso do Brasil-2017-E-Golpe, as elites globalistas vão muito mais frequentemente para os principais veículos das mais tradicionais grandes empresas de mídia e 'kumunicação', chamada aqui 'imprensa' falada, escrita e televisionada (NTs)]

O portal "Mas... e se?" de The Economist, câmara de eco neoliberal de pensamento desejante-delirante [ing. wishful thinking] é exatamente isso.

Na peça mais recente ali publicada, atribuem-se poderes mágicos ao novo herói das elites, Emmanuel Macron, que tão impressionantemente derrotou em maio o mal encarnado em Marine Le Pen. Para The Economist (1)Macron é praticamente um neo-Jesus. Correspondentemente, o rapaz é apresentado andando sobre as águas, na capa da edição desse mês.

domingo, 20 de agosto de 2017

EUA efetua o primeiro disparo na Guerra comercial contra a China.

 20.08.2017, Peter Korzun - Strategic Culture



tradução de btpsilveira







Enquanto a atenção do mundo está focada na Coreia do Norte e seu programa de mísseis nucleares, outra guerra está começando. A primeira salva de disparos dessa guerra aconteceu em 14 de agosto, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um inquérito sobre as alegações de que Pequim estaria roubando propriedade intelectual infringindo a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Trata-se da primeira medida comercial concreta da atual administração contra a China.

Washington acredita que as companhias (norte)americanas operando no Império Celestial são pressionadas a partilhar propriedade intelectual se quiserem ter acesso à economia chinesa. O empresariado (norte)americano é sempre forçado a criar joint ventures com parceiros chineses, entregando assim valiosos ativos tecnológicos. “Enfrentaremos qualquer país que ilegalmente force as companhias (norte)americanas a transferir sua valiosa tecnologia como condição de acesso a qualquer mercado. Combateremos as falsificações e a pirataria que destrói os empregos nos Estados Unidos” afirmou o presidente.