segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Irã chega ao xeque-mate contra EUA e Israel, por MK Bhadrakumar

24/9/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











anúncio em Teerã no sábado, do bem-sucedido teste com um míssil balístico com alcance 2.000 quilômetros e capaz de transportar várias ogivas para atingir diferentes alvos, modifica fenomenalmente o equilíbrio militar no Oriente Médio.

Israel e os cerca de 45 mil soldados dos EUA alocados no Oriente Médio – Jordânia (1.500), Iraque (5.200), Kuwait (15.000), Bahrain (7.000), Qatar (10.000), EAU (5.000), Omã (200) – estão todos ao alcance do mais novo míssil iraniano. O Irã demonstrou ter capacidade de contenção que priva os EUA e Israel de qualquer opção militar.

The Saker: Na Síria, escalada muito perigosa

25/9/2017, The Saker, The Vineyard of the Saker










Nesse momento muitos de vocês certamente já ouviram as notícias: um general-tenente, Valery Asapov, e dois coronéis russos foram mortos no que tudo indica que tenha sido ataque de morteiro, premeditado, com mira muito atentamente definida. Como no caso da unidade militar russa recentemente atacada perto de Deir ez-Zor, os russos estão acusando os norte-americanos de estarem por trás desse ataque. Para piorar, os russos agora também já acusaram oficialmente os norte-americanos de estarem operando em ativa colaboração com o ISIS:

Forças para Operações Especiais dos EUA (FOE-EUA) permitiram que unidades das Forças Democráticas Sírias apoiadas pelos EUA avançassem sem obstáculos através das formações do ISIS. Sem encontrar qualquer resistência dos militantes do ISIS, as unidades das Forças Democráticas Sírias estão avançando pela margem esquerda do rio Eufrates em direção a Deir-ez-Zor. As fotos aéreas feitas dias 8-12 de setembro sobre locações do ISIS registraram grande número de blindados Hummer norte-americanos, que estão a serviço das Forças para Operações Especiais dos EUA. As imagens mostram claramente as unidades FOE-EUA estacionadas em fortalezas que foram montadas e equipadas pelos terroristas do ISIS. – Mas não há evidência de assalto, combate ou quaisquer ataques aéreo feitos pela coalizão comandada pelos EUA para desalojar os militantes. – Apesar de as fortalezas dos EUA estarem implantadas em áreas do ISIS, até hoje nenhuma patrulha foi ali organizada. Essa evidência sugere que as tropas dos EUA sintam-se seguras em regiões controladas pelos terroristas.

Adiante, os mapas e fotos aéreas exibidas pelos russos (para maior resolução, clique aqui).

Um império em derrocada: A estratégia militar da Rússia e da China para conter os EUA

25.09.2017, Federico Pieraccini -  Strategic Culture Foundation



tradução de btpsilveira






Ao prestar atenção na paisagem política global do último mês, sobressaem duas tendências. O obsceno poder econômico e militar à disposição dos Estados Unidos está em declínio, enquanto ocorre uma aceleração na criação de uma série de infraestruturas em um mundo multipolar, com mecanismos e procedimentos para conter e limitar os efeitos negativos do declínio (norte)americano neste momento de queda. Esta série de três artigos deverá focar em primeiro lugar no aspecto militar dessas mudanças em andamento, depois nos aspectos econômicos e finalmente, como e porque pequenos países estão transitando do campo unipolar para o terreno multipolar do planeta.

domingo, 24 de setembro de 2017

Kadyrov na Chechênia & Soros em Myanmar

14/9/2017, Scott Humor, The Vineyard of the Saker








Só nós acertamos, ninguém mais. Só nós. E por isso todos devem ler thesaker.is e nossos parceiros.

Comecemos por definir um cenário hipotético.

Uma organização supranacional intergovernamental criminosa chamada "Estado Profundo" comanda uma agência militarizada de inteligência chamada "CIA". Fazem dinheiro pelos mesmos métodos usados há eras pelos assaltantes de rua. Só que, em vez de emboscar indivíduos em becos, o Estado Profundo ataca, embosca, estupra, pilha e saqueia países inteiros. Suas operações de emboscada contra qualquer nação pobre sempre vêm camufladas como movimentos por direitos civis e sempre começam com a chegada de uma fundação de caridade que leva o nome (e recebe dinheiro) de George Soros.

sábado, 23 de setembro de 2017

Janot sai mesquinho, do mesmo modo que entrou, por Eugênio Aragão

22.09.2017, Eugênio Aragão


O blog não poderia se furtar a prestar uma última homenagem ao imprestável Janot.





Quem leu a notívaga mensagem de despedida de Janot aos colegas pôde até se convencer de que ele nada tem a ver com o estado de caos que deixou no País, tal a força das palavras que usou, com a mesma prosódia de seu patético “Corrupção, Nãããão“, chororô com que se lançara na campanha de destruição da democracia no País.

Mas, em verdade, os “larápios egoístas e escroques ousados” estão no poder porque ele deixou. Talvez sua vaidade lhe ofuscou a vista. Pensar assim é menos grave que lhe apontar protagonismo no golpe de 2016. Foi, porém, sua omissão imprópria que permitiu a Temer e sua turma praticar o maior arrastão de que se tem notícia na história política do Brasil.

Vamos recapitular, Dr. Janot?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Forças especiais russas repelem ataque planejado pelos EUA na Síria, denunciam o crime e dão um aviso muito claro

21/9/2017, The Saker, The Vineyard of the Saker









Evento absolutamente sem precedentes acaba de ocorrer na Síria: "terroristas do bem" apadrinhados pelos EUA tentaram um ataque surpresa contra forças do governo sírio estacionadas no norte e nordeste da cidade de Hama. O que torna sem precedentes o ataque é que ocorreu dentro da chamada "zona de desescalada"; e tudo faz crer que um dos objetivos do ataque teria sido cercar num movimento de pinça, e depois capturar um batalhão de oficiais da política militar russa enviados para monitorar a reforçar o status especial dessa zona.

A interessante nova geopolítica russa do petróleo, por F. William Engdahl

19/9/2017, F. William Engdahl, New Eastern Outlook






Desde o Acordo Linha Vermelha de 1928 entre as gigantes britânicas, francesas e norte-americanas do petróleo para dividir as riquezas do Oriente Médio para o mundo do pós-1ª Guerra Mundial, o petróleo, ou mais precisamente, o controle sobre o petróleo passou a constituir a tênue linha vermelha da moderna geopolítica. Durante o período soviético, as exportações russas de petróleo visavam a maximizar a renda em dólares em todos os mercados possíveis. Hoje, com as ridículas sanções de EUA e União Europeia contra a Rússia, e as guerras instigadas por Washington no Oriente Médio, a Rússia está desenvolvendo novo quadro estratégico para sua geopolítica do petróleo.


Muito se disse sobre como a Rússia da era Putin usou a própria liderança como fornecedor de gás natural como parte vital da diplomacia geopolítica russa. Os gasodutos Nord Stream e em breve também Nord Stream II diretamente da Rússia, submarinos, contornando os campos minados da OTAN política na Ucrânia e na Polônia, tiveram o efeito benéfico de construir um lobby da indústria na União Europeia. Especialmente na Alemanha, que pensará duas vezes antes de entrar nas provocação russofóbicas lunáticas de Washington. Assim também o Ramo Turco (ing. Turkish Stream), que dá ao sudeste da Europa a possibilidade de acesso seguro ao gás natural russo para indústria e aquecimento, independente da Ucrânia, é desenvolvimento positivo, tanto para os Bálcãs como para a Rússia. Agora começa a emergir um novo elemento na estratégia das grandes petroleiras estatais russas, para desenvolver nova estratégia geopolítica, usando o petróleo russo e empresas russas de petróleo.