segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Putin oferece barganha e paz, mas... Israel conseguirá digerir?

17/2/2018, Alastair Crooke, in Conflicts Forum


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



"Israel empinou o nariz", escreveu Alex Fishman (o veterano Correspondente da Defesa Israelense) no diário israelense, Yedioth Ahronoth, mês passado, "e aproxima-se com passos de gigante de uma 'guerra por escolha'. Sem meias palavras: Israel iniciou uma guerra no Líbano." No artigo de Fishman, lê-se: "Contenção clássica acontece quando se ameaça um inimigo, para que não agrida dentro do território de quem ameaça; mas nesse caso Israel 'exige' que o inimigo nada faça dentro do território do próprio inimigo, ou Israel o atacará. De um ponto de vista histórico e da perspectiva da legitimidade internacional, são magras as chances de que essa ameaça seja percebida como esforço de contenção e leve à cessação de atividades do inimigo aqui, no território de Israel."

The Saker: Escalada dos EUA na Síria - Até onde os russos se deixarão arrastar?

16/2/2017, The Saker, Unz Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Os eventos na Síria passaram recentemente por clara virada para pior, e há cada dia mais provas de que a força tarefa russa na Síria está sendo alvo de sistemática campanha de "ataques de provocação e abuso".

Primeiro, foi o (relativamente bem-sucedido) ataque por drones e morteiros contra a base Aeroespacial Russa em Khmeimin. Depois foi o ataque que derrubou um SU-25 russo sobre a cidade de Maasran na província de Idlib. Agora se sabe de baixas russas no ataque dos EUA contra uma coluna síria (acompanhada de notícias exageradas de "centenas" de russos mortos). No primeiro caso, funcionários russos falaram abertamente de fortes suspeitas de que o ataque, se não foi planejado e executado pelos EUA, foi pelo menos com certeza coordenado com forças dos EUA nos arredores. No caso da derrubada do SU-25, não se ouviu qualquer acusação aberta, mas muitos especialistas declararam que a altitude na qual o jato foi atacado sugere fortemente ataque por MANPAD [ing. Man-portable air-defense system (Sistema portátil de defesa antiaérea que dispara mísseis terra-ar)] bastante moderno de um tipo não visto com frequência na Síria (aqui, a sugestão nem tão sutil é que o jato foi derrubado por US Stingers que os EUA enviaram aos curdos).

As Guerras Sem Fim dos EUA, por Alastair Crooke

13/2/2018, Alastair Crooke, Conflicts Forum (de Consortium News, 2/2/2018)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Deixando de lado por hora a obsessão do presidente Trump contra Obama e tudo que Obama fez (especialmente o Joint Comprehensive Plan of ActionJCPOA [Plano de Ação Abrangente Conjunto], conhecido como "acordo nuclear iraniano"), e a íntima relação que há entre Netanyahu e Trump, toda a política exterior do atual governo dos EUA aparece para os que não vivam dentro da área demarcada pela Av. Beltway (como esse que lhes escreve) como ação incoerente, política exterior sem projeto estratégico: aumentar o nível de tropas dos EUA no Afeganistão (depois de 16 anos de guerra); inventar um 'paraestado' militarizado a ser construído no nordeste da Síria; urdir um complô para dividir e criar guerra no Líbano; aceitar cooperação operacional com a guerra dos sauditas contra o Iêmen; e 'tirar Jerusalém da mesa de discussões'? Tudo isso dá a impressão de ser pensado com muito intrigante indiferença à alta probabilidade de os EUA fracassarem em todas as frentes e de serem humilhados.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Quem faz o que na Síria e por que

10/2/2018, Ghassan Kadi, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Parece que cada vez que chega ao fim um capítulo na guerra contra a Síria, novo fator vem à tona. Como aconteceu antes na guerra civil 1975-1989 no Líbano, e que começou com um confronto entre a Organização de Libertação da Palestina, OLP, e a milícia falangista libanesa de direita, e acabou com o Líbano invadido por Israel, a guerra contra a Síria é hoje guerra completamente diferente da que começou há sete anos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Israel desrespeitou limites na Síria (claro que deve preparar-se para levar um tranco), por Elijah J. Magnier

11/2/2018, Elijah J. Magnier (de Damasco), Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Autoridades que tomam decisões em Damasco disseram que “Síria e aliados decidiram agir com mais firmeza contra Israel, reproduzindo a bem-sucedida estratégia do Hezbollah em outros tempos (anos 90s), antes de os israelenses se retirarem do Líbano. A cada violação do espaço aéreo libanês sobre a capital Beirute, o Hezbollah atacava, com artilharia pesada, cidades israelenses ao longo da fronteira Líbano-Síria”.

“O comando sírio e seus aliados decidiram impor nova regra de engajamento a Israel: a cada violação do espaço aéreo sírio, Damasco responderá com mísseis contra áreas habitadas de Israel ao longo das colinas do Golan. Não temos intenção de atingir qualquer alvo em especial. Apenas que, se nos atacarem, nenhum israelense terá paz nas fronteiras e na área de tiro dos nossos mísseis. Que se abriguem. Acontecerá todas as vezes que a força aérea de Israel violar a soberania síria” – dizem fontes bem informadas.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Se for atacada, Síria está pronta para guerra contra Israel: mudaram as regras de engajamento, por Elijah J Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A defesa aérea de Damasco derrubou seu primeiro jato israelense (F-16) de toda a história, num ataque que muda as regras de engajamento [ing. rules of engagement (ROE)] com Israel e envia mensagem clara de que o país está pronto para a guerra e não continuará inerte ante violações de seu espaço aéreo.

Como opera o Império

1/2/2018, Entrevista com Laleh Khalili,* ViewPoint Magazine


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Viewpoint (VP): Como você entende o imperialismo? Ainda é conceito útil? Que parâmetros analíticos lhe parecem mais adequados para compreender as relações de força no plano internacional?

Laleh Khalili (LK): Acho que em termos muito crus, compreendo o imperialismo moderno como o desejo de tornar o mundo mais seguro para os movimentos do capital (dominado especialmente por capitalistas que têm base nos EUA e em estados aliados dos EUA), também pela força das armas, se necessário. Por mais que muito se ouça sobre o capital não ter pátria, ainda acho, sim, que há mais meios e modalidades de poder imperial que emanam do Atlântico Norte e dos EUA mais especificamente; e que países como a China ainda terão de caminhar muito para igualar. As infraestruturas legais e jurídicas necessárias aos negócios, regras de comércio e contabilidade, regulações para o comércio e os investimentos, e trilhas para a finança são praticamente todas definidas por instituições estabelecidas no Atlântico Norte. Essas instituições são protegidas por cortes de arbitragem, medidas financeiras punitivas e várias outras modalidades de controle hegemônico.